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Com realidade virtual, Startup do estado de Virgínia - EUA está ajudando idosos a evitar a solidão

Com o Vita Vita, os idosos podem visitar novos países, praticar fisioterapia, jogar e passar tempo com os amigos.


Como recém-formada pela George Washinton University (GW), Carleigh Berryman ficou surpresa ao saber como as taxas de ansiedade, depressão e suicídio são proeminentes entre os mais velhos. Entretanto, quando ela percebeu que sua própria avó estava lutando contra esses problemas é que ela quis ajudar – e aprendeu que a realidade virtual pode ser a chave.


“Parecia óbvio”, disse Berryman ao site Technical.ly. “Por que não usar essa tecnologia para trazer o mundo para pessoas como minha avó?”


Então, com $5.000 iniciais que conseguiu de uma competição de pitch, ela criou, em 2019, o Vita Vita, tecnologia para idosos de 55+ que traz experiências, jogos, quebra-cabeças e muito mais para quem quer experimentar algo novo ou não pode sair fisicamente de casa. O kit de realidade virtual completo inclui, ainda, instruções detalhadas sobre como usar a tecnologia.


Além de ajudar os idosos a se sentirem mais conectados, a tecnologia imersiva também pode ajudar na saúde do cérebro e promover a neuroplasticidade e a cognição.


O mundo deles às vezes pode ficar muito pequeno e sufocante”, disse Berryman. “Portanto, eles estão muito ansiosos não apenas para ver coisas novas na realidade virtual, mas para aprender sobre novas tecnologias, aprender sobre algo novo”, continuou.


Embora haja alguma hesitação em ter algo tão próximo de seu rosto, Berryman disse que muitos idosos são encorajados a experimentar a realidade virtual, já que muitos de seus netos estão usando e falando sobre isso.


Em junho, a Vita Vita recebeu uma doação do Commonwealth Commercialization Fund de US$ 75.000 da Virginia Innovation Partnership Corporation.


A empresa também fez parceria recentemente com a Waya Health para levar a tecnologia aos profissionais de saúde. Na área da saúde, Berryman disse que a RV faz um ótimo trabalho ao estimular o cérebro, forçando-o a se adaptar a um novo ambiente, firmando assim os caminhos cognitivos. Também ajuda o cérebro a permanecer ativo e a fazer conexões.


“No geral, nossos objetivos são entregar essa poderosa tecnologia para realmente qualquer um que diga que se sente preso ou que queira dela se beneficiar”, disse Berryman.


Para quem busca comunidade, a Vita Vita também oferece uma opção de grupo em seu trabalho com profissionais de saúde. Cerca de 10 idosos podem sentar na mesma sala, colocar fones de ouvido e visitar um novo local virtual juntos. Eles também podem fazer quebra-cabeças ou jogos em grupo. Berryman disse que também é usado em fisioterapia – encorajando as pessoas a estender a mão e apontar para os animais, por exemplo, para fazer o corpo se mover.


“Fazer essas experiências junto com a realidade virtual pode ajudar os idosos a se sentirem menos sozinhos e, ao mesmo tempo, quebrar as lacunas geracionais ao expandir o uso da tecnologia”, disse Berryman.


“Realmente queremos criar um mundo onde os adultos mais velhos possam viver a vida ao máximo, seja por meio da realidade virtual ou de outras tecnologias, e um mundo em que todos possamos nos respeitar e valorizar o que cada um pode trazer para a mesa", finalizou.


A startup está situada no Virginia Serious Gaming Institute em George Mason University em Prince William County, Virgínia e trabalha com mais de 200 clientes em todo o país.



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