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Exposição de realidade virtual 'Living The War' dá vida à luta da Ucrânia em Viena

No mundo da exposição 'Living The War' no Palácio de Hofburg, a realidade virtual dá vida ao conflito da Ucrânia. Uma jornada multissensorial que mostra resiliência, reconstrução e solidariedade internacional em meio à crise contínua. 

 

Numa fria manhã de Fevereiro, o histórico Palácio Hofburg de Viena se tornou a janela improvável para um mundo devastado pela guerra, longe das ruas tranquilas da capital austríaca. A inauguração da exposição de realidade virtual "Living The War", em 21 de fevereiro, marcou um momento comovente, reunindo delegações da Ucrânia, da União Europeia, do Canadá, do Reino Unido e dos Estados Unidos. Esta vitrine envolvente, lançada no sombrio aniversário de dois anos de conflito implacável na Ucrânia, não foi apenas uma exposição, mas uma ponte, ligando observadores distantes às realidades viscerais enfrentadas por milhões de pessoas. 

 

A jornada através de "Viver a guerra"  

 

O caminho para “Viver a Guerra” foi através de uma porta queimada, recuperada de um edifício em Borodyanka, uma lembrança gritante da destruição que as campanhas de bombardeamento russas causaram em solo ucraniano. Este portal para a exposição foi emblemático - um limiar entre o mundo dos observadores e as experiências vividas por aqueles que enfrentam o conflito. A exposição, elaborada por 'The Game Changers', um coletivo formado por profissionais ucranianos de marketing e produção digital pós-invasão, utilizou um vasto banco de dados de fotos, vídeos e sons em 360 graus. Esta rica tapeçaria de mídia foi projetada para mergulhar totalmente os visitantes na vida de uma nação sitiada, desde o estrondo da artilharia até a resiliência demonstrada nos esforços de reconstrução.   


Uma experiência multissensorial de conflito 

 

Nas salas escuras do Hofburg, os participantes usaram óculos de realidade virtual, entrando em um reino que transcendia a mera observação. A configuração da realidade virtual ofereceu uma viagem multissensorial através de vários cenários - a urgência das respostas de emergência aos ataques de mísseis, a determinação sombria das operações de artilharia ucraniana e a reconstrução esperançosa, mas meticulosa, das cidades bombardeadas. Esta experiência imersiva, segundo os participantes, representou um afastamento total dos métodos tradicionais de envolvimento com as realidades da guerra. Não se tratava apenas de ver; tratava-se de sentir o peso da luta de uma nação pela soberania e sobrevivência.   

 

A Resposta Global e Reflexão 

 

A inauguração da exposição durante o Conselho Permanente Reforçado da OSCE não só comemorou o aniversário da invasão, mas também destacou a preocupação contínua e a solidariedade da comunidade internacional com a Ucrânia. Os embaixadores e delegados sublinharam a importância de reconhecer o sofrimento e a resiliência do povo ucraniano. A exposição gerou debates sobre a necessidade de uma resolução diplomática e aumentou o apoio à Ucrânia no meio das suas terríveis circunstâncias. As referências às origens do conflito e às crises humanitárias que ele gerou, como as detalhadas no USNews e no website do Ministério Francês para a Europa e os Negócios Estrangeiros, fornecem um contexto mais amplo à narrativa comovente da exposição. 

 

À medida que 'Living The War' continua a receber visitantes, o seu impacto se estende para além dos limites do Palácio de Hofburg. Serve como um poderoso lembrete do conflito em curso na Ucrânia, instando a comunidade internacional a olhar para além das manchetes e a se envolver nas histórias humanas que estão no centro desta crise. Esta exposição, no seu casamento entre tecnologia e narrativa, oferece uma nova lente através da qual podemos ver a guerra - não como um evento distante a ser observado passivamente, mas como uma experiência humana partilhada que exige empatia, compreensão e ação. 

 

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